• Felipe Pacheco

Gauchão indica retorno com mudanças

FGF procura autoridades para mudar o regulamento, enquanto apenas 3 clubes treinam


A Federação Gaúcha de Futebol enviou ofícios à autoridades públicas e ligadas ao esporte. Assegurar o regulamento legítimo juridicamente é a prioridade da FGF para a volta da competição estadual. No início de maio, os 12 clubes aceitaram de forma unânime a volta do gauchão para meados de julho e começo de agosto. Contudo, somente Grêmio, Inter e São José retornaram aos treinos.



(Videoconferência da FGF para volta do gauchão com os 12 clubes - Foto: Divulgação / FGF)







No Rio Grande do Sul, há um afastamento momentâneo entre o governo estadual e a FGF, o que impede datas precisas para volta do futebol no estado. É vigente, no momento, distanciamento controlado permitindo que os atletas treinem a parte física, sem trabalhos coletivos. Grêmio e Inter já trabalham com bola, mas em trabalhos separados.


Os mais prejudicados são os clubes menores. Além da crise financeira que também se instalou no esporte, a maioria deles não voltou a treinar ou tem uma perspectiva planejada. O Pelotas indica a retomada ao centro de treinamento no início de julho, tendência que deve ser seguida pelos demais.


Segundo a GaúchaZH, somando as três divisões do futebol profissional no estado, são, aproximadamente, 3 mil pessoas que vivem do esporte. Através desse número, economistas calculam que cerca de 12 mil pessoas dependem da bola nos gramados para sobreviverem. Esses números consideram apenas funcionários com carteira assinada.


Com os clubes grandes a situação é de cautela. Do lado colorado de Porto Alegre, o Inter mesmo antes da recessão causada pela pandemia tentava contornar os problemas na saúde financeira da instituição. Neste período caótico, foram feitos cortes de gastos, até com a luz do Beira-Rio, e 44 demissões em diferentes áreas do clube. A mais recente notícia positiva foi a renovação do volante Rodrigo Dourado até dezembro de 2022.



(Reprodução: Fox Sports)


Já o Grêmio, tem que lidar com a saída do lateral Caio Henrique. Detentor dos seus direitos, o Atlético de Madrid solicitou o retorno do atleta. O jogador fez apenas 5 jogos pelo clube. Outra possibilidade de abalar o planejamento é a possível saída do grande nome da equipe, o atacante Éverton Cebolinha. Internamente acontecem conversas entre Napoli e Grêmio, porém sem uma proposta oficial. O clube italiano estaria disposto a pagar 25 milhões de euros (179 milhões de reais), com variáveis que podem chegar aos 30 milhões de euros pretendidos pelo tricolor, que detém 50% dos direitos do jogador e tenta uma porcentagem maior da possível venda com investidores. Esta venda salvaria as contas do clube que também vive crise financeira.



(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)



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